Círculo do Desenvolvimento

Pleno Emprego e Cidadania

Nossa Linha Política

Apresentamos 2 visões que norteiam a nossa linha política pela busca do Desenvolvimento e Pleno Emprego: “Os Aspectos políticos do Pleno Emprego”  de Michal Kalecki, escrito em 1943 e a nossa questão básica “Onde estão os recursos para o Desenvolvimento Econômico?”
I- Os Aspectos políticos do Pleno Emprego
II-Onde estão os recursos para o Desenvolvimento Econômico? 

A economia é uma disciplina política, portanto, comporta diversas visões.

De forma simplificada, podemos resumir em 2 grandes focos, de um lado, a  visão conservadora e do outro a progressista (social).

Quem são os conservadores? Os que querem manter o “status quo”. E o que é isso? Essencialmente, buscam manter equilíbrio da ordem “natural”. Exemplo? Na natureza e no mercado “perfeito” sobrevive o mais forte e competente e a tentativa de sustentar o mais fraco, gera ineficiência e o desequilíbrio da “ordem natural”. Assim defendem, geralmente, o constante equilíbrio “natural”. Na Economia, representado, por exemplo: pelo equilíbrio entre receitas e despesas; pelo orçamento governamental equilibrado; pela poupança que financia o investimento; pelo equilíbrio da moeda-oferta monetária; pela liberdade do capital e pela liberdade de desempregar o fator trabalho. Advogam, dessa forma, que uma “mão invisível”, manterá a economia sempre equilibrada e em crescimento sustentável, ou, o ótimo possível. Nesta categoria, abstraindo do grau, podemos incluir: conservadores, liberais, neoliberais, neoconservadores, capitalistas, reacionários, clássicos.

E os progressistas? Querem o avanço do gênero humano, do progresso da humanidade. Mas, não seria um exagero dizer que conservadores não querem o progresso? O progresso conservador baseia-se no indivíduo forte – financeiramente – por excelência, não no grupo, mas sim, na acumulação material detido pelos mais fortes controlando a vida e a morte da maioria da humanidade, desta forma mantendo o domínio da riqueza material e uma taxa, que eles denominam, “natural” de desemprego.

Já, o progressista acredita na força do grupo, na força do ser humano trabalhando em conjunto. Advogam que a cooperação e a organização social transformaram o ser humano, individualmente fraco – contra uma natureza hostil -, no ser dominante desequilibrando a “ordem natural” e, através da distribuição do excedente, promovendo o progresso existencial. Em resumo, defendem que só o inconformismo, com a “ordem natural das coisas”, promove o avanço do gênero humano. Na categoria progressista, aliam-se os humanistas, trabalhistas, keynesianos, socialistas, sociais-democratas, libertários e revolucionários.

Resumo esquemático da dualidade básica:

Na área social:

– Conservadores Versus Progressistas;

– Indivíduos Versus Grupos;

– Ordem Versus Organização;

– Equilíbrio – “Status Quo” Versus Progresso – Avanço Social;

Na área econômica:

– Capital Versus Trabalho;

– Mercado Versus Humanidade;

– Consumidor Versus Ser Humano

– Eficiência Versus Eficácia;

– Tática Versus Estratégia;

– Curto Prazo Versus Longo Prazo;

-Taxa natural de desemprego Versus Pleno Emprego;

– Crescimento Versus Desenvolvimento;

– Finanças “Saudáveis” Versus Finanças Funcionais; e

– Microeconomia Versus Macroeconomia.

Na Macroeconomia:

– Clássica Versus Keynesiana/Kaleckiana

– Oferta cria sua própria procura-Lei de Say Versus Princípio da Demanda Efetiva – Keynes/Kalecki;

– Poupança prévia financia Investimento Versus Investimento é a própria Poupança;

– Depósito gera Empréstimo no Banco Individual Versus Empréstimo gera Depósito no Sistema Financeiro;

– Estado Mínimo contribui para o Equilíbrio Macroeconômico Versus Estado Atuante mantém a Economia na rota do Desenvolvimento e do Pleno Emprego;

Déficit Público gera Inflação & Desinvestimento Privado Versus Déficit Público gera Crescimento da Demanda e Investimento.

E por último e o mais importante:

Gasto Público tem que ser mínimo para ser financiado por Impostos e não pressionar a Poupança Privada & Juros Versus Gastos Públicos geram poupança, crescimento e, pelo conceito das  Modernas Finanças Funcionais, são, por princípio, sempre auto–financiados na medida em que podem ser pagos pela moeda nacional, não correspondendo necessariamente emissão de dívida muito menos ao aumento da relação Dívida/PIB. A dívida pública, tecnicamente é constituída apenas para atender ao desejo da população e das empresas em entesourar ativos financeiros líquidos – de baixíssimo risco – pagadores de altos juros reais. Sua função não é financiar os gastos públicos. Nesse sentido, ela é basicamente um forte instrumento de criar e consolidar a riqueza do setor privado.

Mas, a propósito, onde estão os recursos?:   

A Economia é essencialmente Política. Modelos e Sistemas são escritos para defender os Ideais de Classes.

Mostramos no “Esquema da Dualidade” as controvérsias entre os Economistas Conservadores com a Economia Clássica Versus os Economistas Progressistas com a sua Economia Keynesiana/Kaleckiana ou do Bem Estar& Pleno Emprego.

Pelo lado Conservador, estes economistas de visão curto-prazista, também, poderiam ser classificados como Economistas Contadores Econômicos tal, as suas preocupações com a necessidade de perseguir o férreo “equilíbrio” das partidas dobradas ou, do Débito=Crédito, do Orçamento Equilibrado, do rigor da política Fiscal e Monetária. Estes Economistas, reencarnação dos mesmos que sofreram um duro golpe em suas convicções quando, em 1930, diante de uma fase de superprodução pelo lado da oferta, e apesar das Economias Nacionais se encontrarem em Equilíbrios Fiscais, o Mundo caiu na Grande Depressão e dela não saiu, apesar da convicção que o mercado, por si só, reencontraria o caminho da expansão e do equilíbrio, enquanto, as políticas Keynesianas de fortes gastos e Déficits Fiscais não fossem aplicadas diretamente no organismo econômico.

Assim, como veremos no transcorrer deste trabalho, somente a presença do Estado Forte em Economias em Desenvolvimento é a Variável Preponderante mais fundamental do sistema econômico, necessitando a atuação direta nas Economias em Desenvolvimento para: conduzir ou recolocar o sistema na rota do crescimento; criação de capacidade produtiva e pelo pleno emprego. Afinal, só um Estado Pleno de Autoridade Cívica, sob a ótica das Modernas Finanças Funcionais em oposição as Finanças “Saudáveis”, poderá canalizar os recursos humanos e materiais ociosos para a grande retomada. 

Mas, cadê os recursos?  

Bem, para quem não entendeu, até agora, de onde virão os recursos, nós os “Nacionais” do Desenvolvimentismo- do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, afirmamos que o Estado Brasileiro, recuperado de sua autoridade, soberania, legitimidade democrática, capacidade de planejamento, conhecimento técnico-científico, humanista, livre de todas as restrições puramente fictícias, poderá organizar os recursos humanos ociosos representados, hoje, por brasileiros desesperançados e desempregados, pelos funcionários públicos desmotivados, pela capacidade não ocupada do parque fabril, pelos recursos naturais mal-utilizados e pelos recursos financeiros estéreis no circuito financeiro, gerando, tão somente, passivo financeiro, e orientá-los para o processo da retomada rumo ao desenvolvimento da enorme potencialidade, criminosamente reprimida, nos últimos 25 anos.

Assim, preocupemo-nos, nós, os Brasileiros Indignados do BNDES, em planejar o orçamento para todos os setores prioritários  de um Plano de Desenvolvimento Nacional  do Brasil que desejamos soberano e equânime,  promotor do emprego e da paz social, sem a angustiante preocupação com os recursos financeiros, pois, eles serão gerados, como frutos do próprio progresso.

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